Curriosidades

domingo, 25 de março de 2012

Degeneração gordurosa


A degeneração gordurosa é um tipo de alteração regressiva que ocorre por um acúmulo de triglicerídeos dentro das células paraquimentosas, e é mais vista no fígado(orgão de metabolismo das gorduras) mas também acomete outros orgãos como coração, músculos e rins. Dentre as várias causas estão as :
-Diabetes melito
-Toxinas
-Desnutição protéica
-Obesidade

-Alcolismo.

1.1núcleo na periferia com vacúolos claros no citoplasma.
Adegeneração se inicia com o desenvolvimento de pequenos vacúolos no citoplasma em torno do núcleo no qual cria espaços claros que desloca o núcleo para periferia da célula, como mostra a figura 1.1:

Sendo assim são vários os mecanismos que contribuem para a degeneração gordurosa como ácidos graxos livres no tecido adiposo, ou oxidado de corpos cetônicos , como também desnutrição protéica que causa mobilização dos ácidos graxos dos tecidos periféricos, e em outros casos mais graves como envenenamento pode prejudicar a função celular.



 Por Dr Cristiano Barcellos
 A esteatose hepática, também chamada dedegeneração gordurosa do fígado, acomete grande parte das pessoas obesas. Mais do que uma simples  alteração anatômica, a infiltração de gordura pode causar inflamação (hepatite), cirrose e até câncer no fígado. Recentes pesquisas demonstraram que o mecanismo através do qual a obesidade causa a esteatose hepática envolve a resistência à ação da insulina. Consequentemente, observa-se um elo entre a esteatose e o diabetes tipo 2.

      A esteatose hepática consiste no acúmulo de vários tipos de gorduras, principalmente triglicérides, nas células do fígado. Atualmente, é considerada a doença hepática crônica mais comum. Nos casos leves, aproximadamente 5% do peso do fígado é composto pela infiltração de gordura, sendo que este percentual pode chegar a 40% nos casos mais graves.
      Grande parte dos indivíduos obesos apresentam esteatose hepática, sendo que o mecanismo através pelo qual a gordura se infiltra nas células do fígado envolve a resistência à ação da insulina, sendo que esta última está associada ao aparecimento do diabetes mellitus tipo 2. Consequentemente, existe um elo entre a obesidade, o diabetes mellitus tipo 2 e a degeneração gordurosa no fígado. Outras causas de esteatose hepática incluem o consumo excessivo e crônico de álcool, a desnutrição grave e as hepatites virais crônicas, especialmente a hepatite C.

       
         Comparação entre o fígado de aspecto do normal (N)
         e o fígado com esteatose hepática (F). Note o volume
         aumentado e a coloração amarelada do fígado (F) com
         a degeneração gordurosa que caracteriza a esteatose

      A importância da esteatose não reside somente na alteração estrutural e anatômica do fígado, que fica maior e de coloração amarelada, mas também nos danos causados às células hepáticas. Aproximadamente 20% dos pacientes com esteatose desenvolvem hepatite, ou seja, ficam com o fígado inflamado consequente à lesão provocada pela infiltração de gordura.
      No caso da infiltração gordurosa não relacionada ao consumo de álcool, o nome dado ao processo inflamatório é esteato-hepatite não-alcoólica (ou nonalcoholic steatohepatitis, cuja sigla é NASH). Com o passar dos anos, as áreas de inflamação tendem a cicatrizar e, como se sabe, ua cicatriz é caracterizada pelo depósito de fibrose na região afetada. Aproximadamente 5% dos pacientes apresentam esta cicatrização, ou seja, o acúmulo de fibrose no fígado, também conhecido como cirrose hepática.
      Infelizmente, sabe-se que uma pequena parcela dos pacientes podem ainda apresentar câncer de fígado (hepatocarcinoma) na evolução da cirrose hepática.
      A esteatose hepática normalmente não causa sintomas, exceto quando o depósito de gordura é muito grande, levando a um quadro de dor abdominal decorrente da distensão da cápsula que envolve o fígado devido ao seu aumento do tamanho do fígado (hepatomegalia).
      Entretanto, nos casos que evoluem para cirrose, o indivíduo pode apresentar os sinais e sintomas clássicos de insuficiência hepática, tais como: ascite (barriga-d'água), varizes na parede abdominal, inchaço nas pernas, icterícia (coloração amarelada na pele e mucosas), sangramento digestivo, náuseas, vômitos, falta de apetite e fraqueza.
      A detecção da esteatose hepática, da NASH e da cirrose são feitos através da história clínica, de exames laboratoriais e de imagem do fígado, sendo que alguns pacientes precisam ser submetidos à uma biópsia do fígado para que o diagnóstico de certeza seja estabelecido.
      O tratamento da esteatose consiste basicamente na remoção da causa que promoveu o depósito de gordura no fígado. Sob o ponto de vista endocrinológico, ou seja, quando causada pela obesidade, o emagrecimento é considerado a única forma de reverter o problema. Alguns medicamentos podem ser usados, como a metformina, a pioglitazona, o genfibrozil, o ácido ursodeoxicólico, a acetilcisteína e a vitamina E. Entretanto, os estudos demonstram que estes remédios não promovem a cura da esteatose, sendo que apenas evitam a evolução do processo para as formas mais graves de doença hepática.

Fonte:  http://www.cristianobarcellos.com.br/historico-de-materias/tudo

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